Essa semana tava circulando no Facebook um infográfico sobre os segredos dos casais felizes. Entre os quesitos para o tal "felizes para sempre" estava amizade entre os cônjuges, o tempo que o casal passa conversando, as interações positivas no dia a dia - se elogiar, mostrar apreciação, reviver bons momentos juntos, fazer algo legal pelo outro - além de coisas mais óbvias como fazer sexo, ter tempo pra intimidade e dividir experiências juntos.
Mas fiquei pensando sobre alguns itens que pra mim não ficaram claros se eram a causa da felicidade ou uma consequência dela (vende mais porque é fresquinho, ou é fresquinho porque vende mais?). Por exemplo, um dos itens diz que casais mais contentes com a sua relação tendem a responder de forma mais entusiasmada e a se importar mais com o triunfo do parceiro. Mas será que eles respondem melhor a essa situação porque são felizes ou se tornam mais felizes por causa da reação do outro?
Outro item que chamou a minha atenção foi a sessão sobre dividir novas experiências juntos, como fazer caminhadas a luz do luar, jantar em um restaurante, viajar para novos destinos, cozinhar juntos e ir a shows. Não tenho dúvidas de que este item esteja correto, seria ideal se a vida conjugal fosse cheia desses momentos e qualquer um seria mais feliz comendo uma pizza na Itália do que rachando um cachorro-quente. Acho que não é um dos itens que deva servir de base para a felicidades de um casal, afinal nem sempre o destino, vulgo salário, colabora para tantos momentos assim.
E por último, uma constatação sobre a qual eu já tinha visto algo na TV esses dias atrás, o fato de que casais sem filhos são mais mais felizes em seus relacionamentos do que aqueles que escolhem por procriar. Se formos pensar bem, esse também é um item bem óbvio, se nos lembramos de que a pesquisa mede a felicidade em relação ao casamento, e não a felicidade total do indivíduo.
Quando não se tem filhos, os casais tem mais tempo e energia pra dedicar um ao outro, não estressam sobre questões relacionadas a criação dos pitucos, gastam a grana da escola particular nas férias de verão, não passam meses (anos?) com uma criança acordando de madrugada por motivos diversos e não tem que se preocupar com o presente e o futuro de um ser que depende basicamente dos pais (eu poderia continuar essa lista por um bom tempo). Mas a questão é, será que a felicidade que compartilhamos com a nossa "outra metade" (odeio essa expressão) é toda felicidade que há de se ter na vida? Será que esses mesmos filhos não podem trazer prazeres e realizações tão poderosas, se não mais, do que um casamento feliz? Bom, eu é que não sei, ainda não sou casada e muito menos tenho filhos, mas me deixou pensando...
Bom, o infográfico ficou uma fofura, quem quiser conferir ele completo clique aqui, mas sinceramente não vi nenhuma novidade. Acho que o segredo não está nos fatos, mas em como não deixar de realizá-los ao longo dos anos...




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